Hailey Baldwin com Justin Bieber estampa a capa da Vogue Americana
07.02.2019

A tão aguardada capa da Vogue saiu! Depois de sair fotos do casal realizando um photoshoot para revista no ano passado, 2018, agora em Fevereiro foi revelada a edição lindíssima de Março 2019 da dupla. As fotos que nos oferecem uma visão muito íntima do seu amor um pelo o outro foram fotografadas pela Annie Leibovitz durante o final do verão Californiano, onde o casal apaixonado vestiu roupas de grifes importantes como Dolce e Gabbana, Paco Rabanne e Stella McCartney. Além do editorial maravilhoso em um fundo predominante verde os dois concederam uma extensa entrevista que conversaram sobre seu casamento, passado, relações sexuais e muito mais. Confira a entrevista completa e traduzida abaixo:

Dizem que o homem arrisca seu casamento chegando tarde em casa – e pode até mesmo colocá-lo em um risco ainda maior chegando cedo em casa. Apesar de completar 25 anos no próximo mês, Justin Bieber acredita que suas saídas até tarde e suas polêmicas ficaram para trás. No lugar deles, esse momento, as incontáveis e incertas horas de casamento aumentam, um tapete vermelho estendido como uma corda bamba.
É bem antes do Natal, e as árvores ornamentadas enfeitam o lobby do hotel onde Bieber viveu por anos, quando ele esteve em Los Angeles. A suite dele não é bem de acordo com o espírito de Natal, por possuir pilhas de malas gigantes com coisas que não vale a pena tirar da mala, apenas para colocar novamente, e não tem muita comida, tirando por batatas chips e uvas (simultaneamente, como ele demonstra depois). Bieber acabou de retornar de uma tentativa fracassada no Hoffman Process, um retiro intensivo de terapia em grupo de uma semana com um seguidor de Hollywood. Ele sente que não está pronto. Ele se apressou no questionário preparatório e não estava confortável com os exercícios. ”Teve sessões espiritas”, ele explica ”Na verdade, não sessões, mas essas tradições. Eles acendem velas, e isso meio que me assustou. Você se senta em um tapete, coloca um travesseiro embaixo, e supera seu passado. Eu superei o fato de que minha mãe esteve depressiva e meu pai tinha problemas com raiva. Coisas que eles superaram e que eu não gosto que tenha herdado”
Então Bieber deixou o Hoffman’s Napa Valley e voou para Seattle, onde ele encontrou sua esposa, a modelo e apresentadora Hailey Bieber (Baldwin). Eles se encontraram em um conselho matrimonial recomendado pelo grande amigo e pastor Juda Smith e então dirigiram para Suncadia, um resort na floresta onde os Smiths passam o final de semana. ”O negócio é que, casamento é difícil” disse Hailey ”É a frase que você deve começar. É realmente difícil.” O casal, que se casou em Manhattan no tribunal em Setembro de 2018, depois um romance de 12 semanas no contexto de uma amizade de quase 10 anos, e que ainda estão finalizando os planos para um casamento real, sentam lado a lado no sofá da sala em suas roupas caras e largas que representam seu estilo compartilhado. Mas a configuração muda de acordo com as manobras inquietas de Justin: Logo depois ele pula, sobe no sofá, se espreme entre Hailey e as almofadas e a aperta em seus braço; ele gira seu corpo e coloca sua cabeça no colo dela, então pula novamente, enche o pescoço dela de beijos e sussurra carinhosamente (”Adivinhe? Você é incrível”) antes de sair de seu desvaneio. ”É difícil pra mim fazer uma coisa de cada vez” ele diz, abrindo um largo sorriso.
Justin quer que eu saiba que estou conversando com ele em um momento bem vulnerável, e que ele está nervoso. Já faz mais de 2 anos desde que ele se sentou para dar uma longa entrevista, na época de seu quarto e mais recente álbum de estúdio, Purpose. No tempo, ele estava no meio do que muitos chamam de ‘uma turnê de desculpas’ – um período onde parecia que tinha deixado seu polêmico mal comportamento para trás, coincidindo com uma coleção de canções que alcançou críticos, milênios, e homens, não só as adolescentes que acompanharam ele. Mas depois de performar mais de 150 shows em 40 países durante 16 meses, no verão de 2017, ele cancelou os 14 shows finais. ”Eu fiquei muito depressivo nas turnês”, ele lembra. ”Eu não falei sobre isso, e ainda estou processando muitas coisas das quais não falei. Eu estava sozinho. precisava de tempo.”
É impossível não sentir, na presença de Justin, que ele ainda está se recuperando de algo – a fama na qual o preço foi a infância, a mortificação de mil adolescentes, uma incerteza acumulada sobre a atenção daqueles ao seu redor – e as cicatrizes lotam sua superfície, assim como as inumeráveis tatuagens. Smith me contou que a primeira vez que conheceu Justin ele era um jovem adolescente, ele se sentiu amado e protegido. Depois de uma hora em sua companhia, eu escutei alguma aproximação. Jornalistas geralmente descrevem Justin como uma pessoa difícil de falar, uma crítica que me parece injusta. O entrevistado é ágil em pivôs e ofuscações, e então a indecência de Justin pode ser desarmante por comparação. Ele diz o que vem em mente, sem filtros: ”Eu gosto de você”, ”Você está me estressando, cara”. Ele produz uma longa e ansiosa exalação, ele dá risadinhas, e pede perdão se está me deixando nervosa. ”Tem sido muito difícil para mim confiar nas pessoas”, ele explica. ”Eu lutei com esse sentimento que estão me usando ou que não estão me apoiando verdadeiramente, e que os escritores estão tentando tirar algo de mim para depois usar contra mim. Uma das grandes coisas para mim é confiar em mim mesmo. Eu já fiz algumas decisões erradas em minha personalidade, e nos relacionamentos. Esses erros afetaram minha confiança no meu julgamento. Foi difícil até confiar na Hailey.” ele vira para ela. ”Estamos trabalhando nisso. E isso é bom, certo?”
Justin e Hailey, quem tem 22 anos, voltam os anos para a participação no Today Show em 2009 onde ela recebeu ingressos de seu tio e ator Alec Baldwin. Seu pai, Stephen, e a mãe de Justin, Pattie Mallette, ambos batizados como Cristãos, desenvolveram uma amizade que conectou seus filhos, se não inicialmente com muito entusiasmo. Hailey desmente a versão da história de origem em que a colocaria como Belieber fanática (o nome da fã-base de Justin). “Eu nunca fui uma super fã, nem dele nem de ninguém,” ela diz. “Nunca foi aquela coisa de enlouquecer ou ficar aos berros. Eu não pensei nisso de maneira alguma, exceto pelo fato de que ele era fofo. Todo mundo tinha uma queda por ele. Mas pelos primeiros anos nós tivemos uma estranha diferença devido a idade.” Eles não desenvolveram uma amizade verdadeira até alguns anos depois, quando Hailey começou a frequentar os eventos da Hillsong, a mega igreja australiana cujo a filial de Nova Iorque estava fazendo reuniões no Irving Plaza naquela época. “Um dia Justin entrou na Hillsong e ficou tipo, ‘Ei, você cresceu.’ E eu disse, ‘Sim, e aí?’. Com o tempo ele se tornou meu melhor amigo homem. Eu estava com ele passeando por aí como parceiros, não estávamos saindo [romanticamente].”

Três anos atrás eles namoraram, brevemente, e na época enquanto ela não tinha ilusões sobre a capacidade dele para exclusividade, as coisas não acabaram bem. Ambos insinuaram que uma traição aconteceu. “Coisas ruins aconteceram e nós ainda precisamos conversar sobre e trabalhar nisso,” Hailey explica. “Fracasso não seria a palavra certa — estava mais pra uma excomunhão (suspender ou excluir alguém de suas atividades com razões religiosas) muito dramática. Houve um período em que, se eu eu entrasse em algum lugar, ele saía.” Mas em Junho de 2018, eles se encontraram em uma conferência em Miami, apresentada por Rich Wilkerson Jr., o pastor da Vous Church, quem oficializou o casamento de Kim Kardashian e Kanye West. “O caminho, prometo a você, sempre foi a igreja. Até então nós tínhamos passado pelo drama. Eu apenas o abracei. No final da conferência ele veio tipo, ‘Nós não seremos amigos.’ E eu disse, ‘Não seremos?'” Em um mês, ele colocou um enorme anel de diamante em formato oval no dedo dela.

Para entender o relacionamento dos Biebers, é necessário entender a crença e a atração que eles tem pelas diferenças fundamentais de cada um. Ele é a ID para o Superego dela, a coisa mais inusitada que ela pôde permitir de si mesma. Hailey dedicou doze anos altamente disciplinados ao balé. Ela estudava em casa principalmente, num subúrbio de Nova Iorque. Ela nunca tocou em droga alguma, convencida de sua vulnerabilidade genética ao vício. (Seu pai teve sérios problemas com cocaína antes dela nascer, e já está sóbrio há cerca de trinta anos.) Ela é, por conta própria e pelos outros, uma pessoa cuidadosa e ponderada, racional à uma falha. Os amigos a descrevem com palavras como segura, estável e forte. Os amigos de Justin o chamam de suave, sensível, bom coração, regrado pelas emoções tão intensas que várias vezes ele precisou as entorpecer com drogas, ou não arrisca-las [as emoções] em relações significativas.

“Justin é alguém que se importa demais,” diz Ryan Good, quem passou anos como seu estilista e gerente de estrada, e é o diretor criativo de sua nova linha de roupas, Drew House. (Drew é o nome do meio de Justin.) A vibe é uma casa em San Fernando Valley onde todo mundo é bem vindo: tecido canelado, cores primárias, grunge, e influências de skatistas. Justin e Ryan estão projetando tudo sozinhos e lançando os itens no site assim que ficam prontos, começando Dezembro passado com um chinelo de hotel barato, bordado com o logo da Drew House, uma carinha sorridente. (Justin ama os chinelos de hotéis.) Eles venderam por cinco dólares cada par, e agora eles estão atraindo centenas de dólares no eBay. “Essa importância,” Ryan continua, “é o que faz de Justin um ótimo artista. Ele pode realmente sentir a vibe de uma multidão. Mas nesse mundo, onde há muita cobrança é difícil pra ele se sentir seguro. Hailey é essa força da calmaria. Ela é nivelada.”

Hailey vê seu próprio temperamento como uma exigência de correção para o dele. “Ele vai dizer, ‘Eu sinto’ e eu vou dizer, ‘Eu penso,’” ela explica. “Eu realmente preciso ir fundo e lutar pra tocar minhas emoções. Ele chega lá imediatamente.”
“Eu sou o emocionalmente instável [da relação]” Justin diz. “Eu luto para encontrar paz. Eu apenas sinto que me importo demais e quero que as coisas sejam tão boas e eu quero que as pessoas gostem de mim. Hailey é muito lógica e estruturada, o que eu preciso. Eu sempre quis segurança – com meu pai estando longe algumas vezes quando eu era criança, estando na estrada. Com o estilo de vida que levo, tudo é muito incerto. Eu preciso de uma coisa que seja certa. E isso – ele pega a mão dela – é minha baby boo.”
Em uma noite chuvosa em Beverly Hills, mil ou mais jovens de 20 e poucos anos em jaquetas de couro, moletons, camisetas de skatistas, e calças de pijamas com estampa de maconha penetram no Saban Theatre para o serviço semanal de quarta-feira da Churchome, Judah Smith é um ministro de Seattle, que é parte de uma nova onda de congregações evangélicas atraindo jovens angelinos. Sons de toques de mão e abraços de irmão enchem o auditório. Esta noite Smith, em uma jaqueta jeans crua com uma gola de pelo e calça jeans preta, criou um sermão em torno de histórias sobre o Velho e Novo Testamento sobre pares de irmãos: Caim e Abel, O Filho Pródigo. Ele relaciona a história de uma recente viagem em que seu aparador de pelos foi confundido com um vibrador pela TSA [Administração para a Segurança dos Transportes]. Ele ora pelo seu amado Seattle Seahawks (ele é o capelão oficial do time). E ele prega sobre a importância de responder a pergunta “Eu sou o guardião do meu irmão?” com um constante e ressonante Sim. Justin, Hailey e seus amigos ouvem atentamente de uma dúzia de assentos reservados nas duas primeiras fileiras, suas jaquetas gigantes fazendo silhuetas de desenhos animados.
“Eu não me consideraria religioso,” Justin me conta. “Isso confunde muitas pessoas porque eles ficam tipo, ‘Bem, você vai para a igreja.’ Eu acredito na história de Jesus – essa é a simplicidade do que eu acredito. Mas eu não acredito em todo o elitismo e pretenciosismo religioso, como se as pessoas fossem melhores que você porque elas vão à igreja, como se você tivesse que ir à igreja e se vestir de certa forma. Eu fico sensível quando se trata de religião, porque têm sido muito doloroso para muitas pessoas. Eu não quero ser visto como alguém que defende qualquer injustiça que igreja já fez e faz.”
Justin está especialmente focado em seu próprio desenvolvimento moral ultimamente, o que ele descreve como “coisas de caráter”. No último outono ele decidiu se afastar da música por um momento para focar em ser o homem que ele sente que ninguém nunca o ensinou como ser, e acima de tudo um bom marido. “Apenas pensar sobre música me deixa estressado”, ele diz, “Eu tenho tido sucesso desde que eu tinha 13 anos, então eu realmente não tive a chance de encontrar quem eu era além do que eu fazia. Eu precisava de algum tempo para avaliar: quem eu sou, o que eu quero fora da minha vida, meus relacionamentos, quem eu quero ser – coisas que quando você está tão imerso na indústria da música você meio que perde de vista.” Ele olhou para Smith como um modelo, assim como ele se voltou para o pastor da Hillsong, Carl Lentz, quatro anos atrás no que ele considera seu ponto pessoal mais baixo. Justin foi criado por uma mãe solteira numa pequena cidade de Ontário, e ele ganhou fama com treze anos quando o homem que se tornou seu empresário, Scooter Braun, descobriu um grupo de vídeos no YouTube que sua mãe havia postado. Braun o trouxe para Atlanta, onde ele foi apresentado para Usher e deu um novo estilo e um novo som. Ele adorava seus mentores no hip-hop, absorvendo seus idiomas nativos, cantando sobre ‘shorties’ antes de saber o que a palavra significava. “Eu era real no começo”, Justin diz, “e então eu fui fabricado, lentamente, eles apenas tomavam mais e mais controle.” Era fantástico ser famoso, ser adorado pelas garotas. Aos dezesseis, ele cegamente acreditou na atenção. “Eu comecei a realmente me achar demais. As pessoas me amam, eu sou foda – isso era honestamente o que eu pensava. Eu fiquei muito arrogante e convencido. Eu estava usando óculos de sol dentro [dos lugares].”(Dentro dos lugares a noite, diz Hailey.)
Em 2013, ele havia assassinado o pré-adolescente doce [que era] ídolo adolescente. E dentro de outro ano ele foi um total desastre. A mídia puxa saco classificou sua sucessão de ofensas, de jogar ovos na casa de um vizinho, urinar em um balde de limpeza, aparecer em um bordel brasileiro, a pegar uma acusação por dirigir sob a influência de álcool depois de correr em sua Lamborghini em Miami Beach. Oh, e havia o desafortunado macaco-prego preso na alfândega da Alemanha. Justin gostaria de rir de si mesmo quando adolescente, e de fato ele parece dividido entre a autoflagelação e o desejo de se dar o tempo alguns estavam oferecendo. “Muitas coisas estúpidas que eu estava fazendo deu o direito de as pessoas ficarem tipo, ‘Cara, isso é estúpido pra caramba, irmão.’ Mas a maioria das coisas era tipo – eu urinando em um balde, as pessoas fizeram isso parecer algo grande. Ou eu possuindo um macaco. É tipo, se você tivesse o dinheiro que eu tinha, por quê você não compraria um macaco? Você teria um macaco!” Internamente, Justin estava se dissolvendo. Ele estava abusando de Xanax, o que lhe permitiu sonambular em uma vida social que nunca se enquadrou com sua educação. “Eu me encontrei fazendo coisas que eu estava tão envergonhado, sendo super promíscuo e coisas assim, e eu acho que usei Xanax porque eu estava muito envergonhado. Minha mãe sempre disse para tratar as mulheres com respeito. Para mim, isso estava sempre em minha cabeça enquanto eu estava fazendo isso, então eu não poderia nunca gostar disso. Drogas colocaram uma tela entre eu e o que eu estava fazendo. Ficou muito sombrio. Eu acho que houveram tempos em que meu segurança estava vindo a noite checar meu pulso para ver se eu ainda estava respirando.”

Smith sempre deixou claro que ele estava lá se Justin precisasse dele, mas que ele não achou que deveria intervir. ”Eu disse antes que aprendi mais do Justin do que ele aprendeu de mim – sobre a condição humana, sobre a dor”, Smith disse. ”Ele dá muito ao mundo, e muito foi tirado dele, incluindo um pouco da progressão natural de desenvolvimento, a chance de crescer relacional e socialmente. Ele consegue sentir tudo, e isso veio daqueles anos gastos se perguntando quem naquele quarto é autêntico a ele. O sentido aranha dele é notável, mas assombra um pouco ele. Ele nota o movimento da sobrancelha das pessoas. Eu fico emocionado, assistir ele fazer um grande esforço em se importar com as pessoas ao redor dele pela última década de sua vida”
Lentz tem uma maneira de amor mais rigorosa, e em 2014, enquanto Justin afundava, ele pressionou o cantor para que ele se mudasse para sua casa em Nova Jersey mas uma desintoxicação normal. Por muitas semanas eles jogaram basquete, hockey e futebol. Justin foi internado pelos Lentz na Hillson e se focou em sua fé religiosa. Apesar de beber álcool socialmente, Justin disse que ele não ingeriu uma droga desde então. Hailey lembra a viagem com os Lentz como a culminação de um longo e assustador capítulo. ”Eu sofri bastante com toda essa situação”, ela lembra. ”Eu só queria que ele fosse feliz e estivesse bem e a salvo e alegre. Mas eu estou muito orgulhosa dele. Fazer isso sem um programa, e continuar assim sem AA ou aulas – Eu acho extraordinário. Ele é, de alguma forma, um milagre”
Verão passado, após anos como um nômade, Justin comprou uma casa perto de Toronto. O casal se instalou lá em Setembro, e eles concordam que a verdadeira coabitação – o tipo que não é em quartos de hotel em férias – deveria ser testada. Eles estão discutindo sobre decoração. Uma comunicação saudável é um desafio constante, e na terapia eles estão trabalhando em desenvolver um ‘fluxo’ para que as personalidades deles não duelem. Algumas vezes eles brigam, e outras eles discutem sem serem ‘não gentis’. ”Brigar é bom”, Justin diz. ”A Bíblia não fala sobre raiva vingativa? Nós não queremos perder um ao outro. Nós não queremos dizer a coisa errada, então nós tivemos lutando sobre não expressar nossas emoções, o que me deixa louco porque eu preciso me expressar, e tem sido muito difícil fazer ela dizer o que ela sente.”
”Você vai conseguir amanhã”, Hailey promete. Ela admite que as primeiras semanas de casamento foram profundamente solitárias para ela. Ela sentia saudade de seus pais, mesmo que não estivesse morando com eles faz cinco anos. Talvez a maior dificuldade de todas foi sentir que casando com Justin a faria ter milhares de rivais. Muitas pessoas nas redes sociais pareciam estar torcendo para que eles terminassem. Ninguém apreciava o quão sério ela tinha levado a decisão de casar, o quanto ela orou sobre isso. ”Eu orei para sentir paz sobre minha decisão, e consegui”, ela explica. ”Eu o amo muito. Eu o amei por muito tempo”
Quando o casal se reconectou no Junho passado, Justin estava a mais de um ano em um celibato imposto pelo próprio (não possuir relações sexuais). Ele tinha o que ele chama de ”um problema legítimo com sexo”. Era um vício, uma dependência que por muito tempo privou ele de sentir qualquer prazer. Não ter sexo, ele decidiu, era uma forma dele se sentir próximo a Deus. ”Ele não nos pede para ter sexo por ele porque ele quer regras e essas coisas”, Justin explica. ”Ele é tipo, eu estou tentando te proteger de se magoar e sofrer. Porque eles não tem valor próprio. Mulheres fazem isso, e caras fazem isso. Eu queria me dedicar a Deus dessa forma porque eu realmente senti que foi melhor para a condição da minha alma. E eu acredito que Deus me abençoou com Hailey como um resultado. Essas são as vantagens. Você é recompensando pelo bom comportamento.” Pessoas especularam que Justin e Hailey se casaram porque ela engravidou, o que é falso. (Sem bebês por pelo menos alguns anos, Hailey diz). Justin admite que enquanto o desejo de ter sexo foi uma das razões deles terem se apressado no tribunal, não foi a única. ”Quando eu a vi em Junho, eu esqueci o quanto eu a amava e o quanto senti falta dela e o impacto positivo que ela teve na minha vida. Eu estava tipo ‘Caramba, é isso que eu tenho procurado”
Uma coisa que eles aprenderam é que eles são bem caseiros. Eles gostam de andar pela casa, assistir filmes, escutar música e dançar na cozinha. Apesar de ainda ter trabalho a fazer, Justin gostaria que Hailey tirasse um pouco de pressão de si mesma. ”Ela está tentando ser essa ‘adulta”’, ele diz. ”Eu acho que nós podemos ser casados e ainda ter a alegria e divertimento de nossa adolescência. É algo que nós estamos falando.
”É que eu estou tentando fazer isso da maneira certa, construir um relacionamento saudável”, Hailey esclarece. ”Eu quero que as pessoas saibam disso. Nós viemos de um lugar genuínos. Mas nós somos dois jovens que estão aprendendo enquanto caminham. Eu não vou sentar aqui e mentir e dizer que é tudo uma fantasia mágica. Sempre vai ser difícil. É uma escolha. Você não sente isso todos os dias. Você não acorda dizendo ”Eu estou tão apaixonada por você e você é perfeito”. Casamento não é isso. Mas tem algo lindo sobre isso – sobre querer lutar por alto, se comprometer em construir algo com alguém. Nós somos muito novos, e isso é um aspecto assustador. Nós iremos mudar muito. Mas nós estamos comprometidos em crescer juntos e nos apoiar nessas mudanças. É assim que eu olho isso. No fim do dia, ele é, também, meu melhor amigo. Eu nunca me canso dele”
Justin sorri. ”E você é minha baby boo”

Fonte: Vogue Magazine

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