Hailey Bieber que estrelou mais uma Vogue nesse mês de Março e dessa vez da edição espanhola, durante a sessão de fotos realizada pela Emma Summerton, a modelo se abriu na entrevista e contou alguns aspectos de sua vida. Confira logo a seguir a tradução na íntegra:

Um homem com idade mediana descarrega um punhado de bolsas de um Toyota Prius, possivelmente o carro mais presente no trânsito de Los Angeles. Ao julgar pelo conteúdo vinte aperitivos com nomes como Flamin’Hot Cheetos, com creme de milho frito ou pipocas em manteiga orgânica, a cena nesta rua na colina de Hollywood podia parecer uma festa de aniversário infantil, mas a festa de calorias na realidade é um pedido expresso de Hailey Bieber (Tucson, Arizona, 1996) que acaba de chegar a sessão de fotos onde irá estrear na capa de Vogue Espanha. Não se escuta um pássaro nesse trecho de North Hillcrest Road, quando a modelo texana aparece com pele de carneiro, um par de jeans e uma Birkenstock que ela combina com meias, escondendo o rosto atrás dos óculos de sol, entra em uma das mansões que nos anos setenta viraram tendência imitando ao estilo Eichler. O interesse de Bieber se concentra pouco na arquitetura e muito mais na bandeja de bacon que esta sobre uma mesa no terraço cujo odor a faz dar um grito pletórico “Isso é um café da manhã, não se esqueça”, diz ao estilista Patrick Mackie.

 Pega três pedaços e se joga no sofá, como se os problemas de sua vida se acabassem graças ao manjar dos porcos. A cena sendo breve e absolutamente simples, ressalta bastante simbólica de quem é uma das mulheres mais requisitadas, perseguida e analisada dos Estados Unidos, desde que casou com o cantor Justin Bieber em setembro de 2018. Com quem come, quem a elogia nas redes sociais e como se veste, são assuntos de status para a imprensa e um quebra cabeça para as fãs de seu agora marido, tanto que reconhece que viveu momentos de “angústia e ansiedade”. Porém como demonstrará nessa jornada como a filha do ator Stephen Baldwin e da desenhadora gráfica Kennya Deodato relaxa ao se sentir segura em uma sombra atrás de uma palmeiras californianas, se transforma em uma jovem de 23 anos que só busca um pouco de privacidade, um espaço próprio na indústria da moda e um pouco de carboidratos para levar a alma quando necessário “Se eu tenho que conquistar tudo o que me foi proposto, que ao menos seja divertido”, brinca.

 Duas horas depois vestida como uma estrela dos anos setenta, a fotografa Emma Summerton captura seu rosto em um dos quartos da habitação transformado em uma espécie de registros cinematográficos com piscadelas para Marilyn Monroe, Faye Dunaway, Goldie Hawn ou Elizabeth Taylor “Sempre admirei essas mulheres que fizeram o que elas tinham vontade a vida toda, então eu me sinto bem mais confortável nesse papel”, brinca olhando uma das fotos na qual usa uma peruca e parece Marilyn Monroe.

 Com tudo a modelo texana também viveu na própria pele as luzes e sombras de ser mundialmente conhecida desde que apertou as mãos do escritor de Yummy em 2009 em um encontro proporcionado por seu pai. Nascia então um relacionamento intermitente, seguido pela mídia durante mais de uma década até os dois decidirem confirmar o casamento, que seria seguido por outra festa com a família e amigos na Carolina do Sul em setembro de 2019. “Estaria mentindo se dissesse que esses anos foram fáceis. Mas a fama não é algo com que você se acostuma, nem tão pouco as consequência das decisões que eu tomei depois disso. As vezes é difícil lidar com o fato de que as pessoas te seguem todo o dia, que saibam quase tudo que você faz. Esse ano passei por situações difíceis, mas eu não tive outra opção ao não ser aceitar e seguir a minha vida da forma mais normal possível”. Essa normalidade buscada pelo casal fez com que eles dividissem seu tempo entre Los Angeles e Ontário, Canadá, onde vive a família do cantor “Digamos que é o nosso refúgio, é um lugar seguro pra nós dois porque podemos nos recarregar e desconectar sem nos preocuparmos com nada mais. É justo ter que correr para um avião para ter alguma tranquilidade? Não. Mas a vida não é justa, assim temos que compensar uma coisa com a outra”, relata.

 Lidar com a fama não é uma novidade para Bieber (que mudou seu sobrenome de solteira, Baldwin quando se casou em uma corte novaiorquina). Nascida no Arizona e criada em uma pequena cidade no norte de Nova York, recorda uma infância “incrivelmente normal”junto aos seus pais e sua irmã mais velha, Alaia. “Cresci bastante afastada do mundo, o que eu agradeço. Desde pequena quis me dedicar a ser bailarina e estava obcecada por mulheres como Misty Copeland ou das integrantes do New York City Ballet, assim que minha mãe me pôs na dança eu estava decidida a me dedicar a isso até que completei 18 anos”, fala lembrando da lesão que a obrigou a abandonar as pontas do balé em 2014. “A partir daí não estava muito seguro do que queria fazer, mas não me via em uma Universidade. Decide me arriscar como modelo, e comecei com marcas como Brand Melville e TopShop. Sempre fui consciente de que não estava entrando pela maneira mais aspiracional da indústria”, diz ao comprar sua carreira com outras colegas de profissão (ela é amiga intima de Kendall Jenner e Gigi e Bella Hadid), “Mas nesses primeiros trabalhos me trataram excepcionalmente bem, se os comparo com experiências que vieram depois. Além disso acho que minha evolução foi lenta e bem justa”.

 O mapa que Bieber desenha sobre a indústria da moda mostra como as regras que regem esse mundo mudaram: hoje existem mais ofertas de contratos vinculados as redes sociais do que para campanhas publicitárias tradicionais, e isso foi um dos fatores que fizeram dela uma aposta para marcas de moda e beleza. Só de olhar seu perfil pessoal- chegando aos 25 milhões- se intercalam publicações pessoais com o trailer de Seasons, o documentário que seu marido estreou no Youtube, com imagens patrocinadas pelas marcas e com frases de origem cristã “Não tenho uma estratégia sobre meu perfil nas redes, é simplesmente um reflexo do meu trabalho, da minha vida, e do que eu tenho vontade de contar”, enumera temas como a electrodactilia que afeta seus dedos da mão, os episódios mais complexos de seu marido ou transtornos psicológicos como a depressão, a qual vem falando abertamente nessas plataformas. “Não me sinto responsável nem porta-voz de ninguém, mas existem temas que me tocam e quero pensar que ao comentá-los posso estar ajudando outras pessoas também afetadas por eles. Tenho certeza que muita gente vê minha vida de fora e pensa que ela é perfeita porque tenho sucesso, ou porque tenho dinheiro, o que me proporcionou alguns privilégios. Mas a minha vida está longe de ser assim e eu sofro muitas vezes. Sou uma pessoa muito sentimental e tenho dias ruins, e me parece ser saudável compartilhá-los com as pessoas que me seguem”, “Se algum dia eu tiver filhos”, reflete antes de uma última pausa “espero que esse seja um dos valores que eles herdarão”.

Hailey Bieber estampa a capa da edição de Março da  ELLE US, e claro, abre o jogo em uma sincera entrevista para a revista. A modelo fala brevemente sobre ter visitado o Rio de Janeiro quando era mais jovem, sobre seguir o caminho para modelar, que antes era de ser uma bailaria profissional, sobre dificuldades que Justin Bieber passa com a doença Lyme e muito mais. Confira a tradução a baixo:

Hailey Bieber admite que ama lattes sazonais, mesmo que “Eu sei que é tão básico.” Ágil e brilhando em uma calça branca Cydnie Jordan Nova York e um longo casaco de camelo Balenciaga com Nike Air Force 1 branco, ela parece uma modelo descolada de folga  enquanto pede sua bebida preferida, um latte de cookie amanteigado.  E, no entanto, com seu estilo sem esforço – sem mencionar seu recente casamento com um dos cantores mais famosos do planeta – a filha do ator Stephen Baldwin é tudo, menos básica. A supermodelo de 23 anos e seu novo marido são a Geração Z equivalente a Bogart e Bacall, deixando as línguas tremendo – e os teclados clicando – a cada toque glamouroso de seu caso de amor completamente moderno (ainda que encantadoramente retrô).

O casal, que são ambos cristãos devoto, frequentam regularmente a moderna igreja evangélica Hillsong, repleta de estrelas. E, como todo mundo que não mora debaixo de uma rocha sabe, o casamento deles de setembro de 2019 foi o evento de mídia social do ano. Na festa cheia de celebridades em Bluffton, Carolina do Sul, convidados como Kendall e Kylie Jenner, Usher e Jaden Smith brindaram ao casal, que recebeu uma garrafa de champanhe Moët & Chandon Impérial Brut que foi personalizada com 9.682 cristais Swarovski. E não vamos esquecer o vestido de noiva projetado por Virgil Abloh, que foi parar no Instagram e Pinterest pelo mundo todo.

Dado o turbilhão de alta moda e fama que envolve a recém-ungida Sra. Bieber, pode-se esperar encontrar uma pessoa mais reservada num primeiro encontro.  Mas pessoalmente, ela é calorosa e surpreendentemente descontraída e engraçada. É fácil de ver porque Justin se apaixonou por ela – e por que o mundo, por sua vez, se apaixonou pelos dois. Seus estilos pessoais complementares – o confortável high-low de Hailey e o look hippie de skate de Justin – fazem com que eles fiquem ansiosos para a era do Instagram, mesmo quando anéis de casamento não estão sendo trocados (na verdade, apenas a visão deles andando pelas ruas têm sido conhecido por viralizar). Um ícone de genuidade antes mesmo de ela e Justin se unirem, Hailey é conhecida por combinar perfeitamente roupas de grife com roupas de rua de marca.  “Amo misturar os dois”, diz ela. “Eu acho que você pode se sentir confortável e ainda parecer legal e chique ao mesmo tempo.” Mesmo vestidos para o casamento, os Biebers exalavam um tipo de casualidade ultra-hip que parecia direcional.  “Desde o início, eu disse: ‘Quero alguém que não seja estilista de vestidos de noiva para fazer meu vestido principal'”, diz Hailey. “Virgil nunca havia projetado um vestido de noiva antes, e era perfeito. Era como ter esse bloco de mármore e depois lascá-lo.”

No dia de nossa entrevista, Hailey sugeriu que nós conhecêssemos ao estúdio de cerâmicas Color Me Mine. “Eu sinto vontade de pintar uma grande caneca hoje”, diz ela com seu sotaque charmoso de Harley Quinn. Hailey Baldwin Bieber cresceu em Nyack, Nova Iorque. “Minha mãe é do Brasil e meu pai de Nova Iorque” explica ela. O pai dela, Stephen Baldwin, é um membro do clã de atores Baldwin. Hailey lembra que visitou a família da mãe dela, Kennya, no Rio quando criança; quando adulta, ela retornou para o Brasil a trabalhos de modelo (o avô materno dela foi um músico pop brasileiro e produtor da Kool & the Gang, Eumir Deodato).
“Eu amo a cultura do Brasil. Isso me lembra a mim e a minha família — minha avó e a minha mãe.” Em casa, ela diz, “Eu posso cantar muitas músicas brasileiras em português e fazer um bom pão de queijo de verdade.” Ela não foi uma adolescente rebelde. “Eu acho que abordagem [dos meu pais] era, ‘Seu pai teve um problema com todas as coisas relacionadas ao álcool e às drogas. E é por isso que você precisa ter muito cuidado.’”

Aos 17, ela se mudou da casa dos pais de Nyack para um apartamento em Manhattan com a irmã mais velha dela. “Eu sempre tive que ser super independente desde que eu era muito nova. Quando eu me mudei, eu estava tipo ‘Tchau pessoal! Vejo vocês mais tarde!’” Disse ela rindo. “Eu comecei a modelar e fazer dinheiro o suficiente para pagar a renda. Eu estava tipo ‘Okay, legal. Se isso vai funcionar para mim, vou continuar, porque gosto de ganhar meu próprio dinheiro e viver por conta própria.’” Ela também adora design e viu modelar como um caminho de potencial para os negócios da moda. “Ela adoraria desenhar roupas. Adoro roupas! Essa é realmente uma das principais razões pelas quais eu entrei na indústria da moda.” Hailey tentou ser uma dançarina de balé, mas parou quando ela tinha 17 anos. “Isso foi difícil para o meu corpo”, diz ela. “Eu me machuquei muito.”

Durante seu último ano do ensino médio, ela planejou se inscrever Escola de Ballet da Cidade de Miami, o que significava se mudar para a Flórida. “Novo lugar, novos amigos.”, ela diz. “Foi uma decisão bem assustadora na época; Eu só não vi o meu futuro dançando.” Ao invés disso, ela começou a modelar. “Eu queria talvez ir para FIT e aprender sobre design. Em outra vida, eu também teria adorado ser médica. Eu sou interessada em neurociência; Eu amo aprender sobre o cérebro.”

O primeiro ano de Hailey e Justin juntos teve altos e baixos. Tomou um ano para eles depois de ficarem legalmente noivos num tribunal para ter um casamento de verdade. “Quando nós casamos, nós só estávamos descobrindo nossa vida juntos. Eu senti que colocando um casamento no meio de tudo aquilo seria bem agitado e estressante.” Justin também estava lutando com a sua saúde privada. “Ele estava bem doente. Ele tem a doença de Lyme, e ele estava lidando com um monte de coisas médicas. Nós não tínhamos um diagnóstico, “ ela diz, a emoção se arrastando em sua voz. “E era difícil porque todo mundo de fora estava sendo super malvado e julgador, dizendo que parecia que ele estava se drogando, dizendo o quão pouco saudável ele parecia, quando na verdade, ele não estava saudável e não sabia o porquê.”A preocupação caiu sobre eles. “Foram meses de eu sendo uma nova esposa tentando ajudar ele a descobrir o que estava errado e o que estava acontecendo. Agora ele está perfeitamente saudável. Mas passando sobre isso e então tentando soar como ‘Então, onde o nosso casamento se encaixa no meio disso?’ não era mesmo a vibe.”

A doença de Justin forçou os recém casados a um acerto imediato nos votos de casamento “Na saúde e na doença”. Hailey diz. “Nós fomos direto em descobrir as coisas difíceis. Porque você nunca sabe o que pode acontecer com a saúde de alguém. Quando você não sabe o que está acontecendo é realmente assustador. E aí você tem as opiniões de todo mundo de fora e é uma merda.”
Ela revela todas essas sensíveis informações pessoais enquanto pinta perfeitamente sua caneca azul céu com uma carinha amarela sorridente, usando seu pequeno pincel para pintar a palavra Drew, o nome da linha de moda de Justin. Anéis de diamante brilham em suas mãos delicadamente tatuadas quando ela pinta. Arte é importante para ambos os Bieber’s, que já tem acumulado uma impressionante coleção de arte moderna e recentemente em parceria com Paddle 8 para organizar um leilão online para beneficiar as organizações sem fins lucrativos LIFT Los Angeles and Inner-City arts (escola de artes em Los Angeles). Como o gosto dela pra moda, a abordagem de Hailey para arte é eclética e não pretensiosa. “Eu acho que é muito divertido pegar telas em branco e escutar música. Eu tive alguns dos meus momentos favoritos só em estar na garagem de alguém tendo vinho e pintando em uma tela branca por diversão. Arte é bem terapêutica.”

Como muitos casais recém-casados, Hailey e Justin Bieber estão tentando encontrar um equilíbrio entre suas carreiras ocupadas, duelos e ninho. “Eu definitivamente gosto de estar em casa mais do que gosto de estar longe”, diz ela. Ela diz que ela e Justin adoram se abraçar no sofá, assistindo reprises de Friends com seus gatos, Sushi e Tuna. Eles estão começando a estabelecer algumas regras em casa também.  “Eu tento ler mais do que ficar no meu telefone na cama. Temos uma regra: nada de telefones na cama, a menos que seja absolutamente necessário.” O casal, que tinha um namoro surpreendentemente tradicional, esperou até o casamento para se mudarem juntos.  “Nenhum de nós acreditava em fazer isso, mas cada um na sua. Se você mora com um namorado, um noivo ou o que quer que seja, está tudo bem.” Ela para de falar e olha criticamente para sua caneca. “Eu deveria voltar um pouco”, diz ela, mergulhando cuidadosamente o pincel na tinta.
Justin e Hailey namoraram pela primeira vez quando ela tinha 19 anos e depois terminaram. “Houve um tempo em que nossas vidas pareciam estar indo em direções muito diferentes”, lembra ela.  “Na verdade eu acho — agora que penso nisso, sendo casada — que foi uma coisa boa para nós dois, muito saudável.” Alguns anos depois, eles começaram a conversar novamente. “Acabamos estando juntos nessa conferência da igreja em Miami e foi a primeira vez que nos vimos em algum tempo. Lembro que estávamos saindo e eu fiquei tipo, ‘Ouça, estou muito, muito feliz por sermos amigos novamente. Eu quero que fiquemos sempre de boa e sejamos amigos.’ Ele estava tipo, ‘Sim, eis a questão: não vamos ser amigos.’ E eu fiquei tipo, ‘Oh. É isso mesmo?’”, ela diz, arqueando as sobrancelhas. “Acho que estávamos um pouco inseguros sobre o que estava acontecendo no começo. Era um território familiar, mas quando muito tempo passa, é como conhecer uma nova pessoa.”Não tomou muito tempo para ela superar suas restrições. “Ele tinha crescido muito. Eu estava chocada na verdade. Eu acho que eu tinha crescido muito, também. Ele é alguém que eu sempre iria me importar profundamente e amar muito profundamente. Obviamente, deu trabalho e passar coisas entre nós dois, mas tudo valeu muito a pena. Ele é um incrível, maravilhoso homem e um ótimo parceiro para passar a vida. Não tem ninguém mais que eu gostaria de passar minha vida exceto ele. Então, eu sou sortuda.” Ela sabe que não é comum ser casada tão nova, pelo menos entre seus amigos. “Eu não julgo o que qualquer um na minha idade ou qualquer um dos meus amigos está passando, porque é normal. Eles devem estar descobrindo ainda com quem querem estar.”

Seus próprios pais ficaram juntos jovens e resistiu às lutas de vício do seu pai, então viraram cristãos renascidos. Hailey credita a crença mútua em Deus como a fundação de seus relacionamento com Justin, do qual a mãe também é renascida. “Ser capaz de compartilhar aquilo um com o outro— ter esse vínculo de fé e espiritualidade — é tão crítico pra nós. É a parte mais importante da nossa relação, seguir Jesus juntos, ser parte da comunidade da Igreja juntos, é tudo.”

Ela cresceu comparecendo a uma igreja não-denominacional próximo a Nyack [Uma vila de Nova Iorque], mas foi até ela se mudar parar Nova Iorque que ela realmente entrou em contato com sua própria fé. “Quando eu me tornei mais velha, ficou mais difícil seguir a igreja e a bíblia porque parecia muito adulto. Eu não quero soar errada, mas era entediante. Eu não ligava para aquilo mais, até eu achar uma igreja que eu senti que era voltada para jovens. E pra mim, essa foi a Igreja Hillsong na cidade de Nova Iorque.” Ela primeiramente compareceu com 16. “Começou a parecer minha própria pequena comunidade de pessoas que também eram jovens e seguiam Deus e apenas imersos em uma comunidade da igreja. Então eu desenvolvi minha própria relação com a igreja e minha própria relação com Deus, separadamente de ser criada da maneira de meus pais. Isso tem sido uma jornada legal para mim.”
Enquanto ela é muito aberta sobre isso, Hailey não é sagaz sobre sua fé. Ela apenas tem muitos amigos fora da igreja tanto quanto dentro. Eu a perguntei sobre uma captura de tela viral do Twitter do Instagram Stories da Hailey sobre Halloween que meu amigo, o escritor, Tyler Trudon, postou. Hailey esclarece que o post sobre Cristãos “reivindicando todos os doces para a glória de Deus” era na realidade uma história da Hillsong ensinando o pastor Nathan Finochio. Mas ela sinceramente concorda com sua mensagem, como alguém cujo os pais a proibiu de celebrar o Halloween quando criança que agora celebra alegremente isso como adulta. Enquanto não é exatamente o mesmo, eu digo Hailey que o senso de comunidade que ela encontrou com a Hillsong é similar com o que eu descobri com o Socialistas Democratas da America, onde nos reunimos em torno de um amor compartilhado de Bernie Sanders. Para isso, ela diz, “Vai Bernie! É para quem eu estou votando.”
Hailey tem sido estilizada por Maeve Reilly pelos últimos 5 anos, construindo seu estilo mundano e realista juntas. Hailey, a embaixadora de Clean Beauty da BareMinerals cosméticos, é uma grande oponente da beleza natural. Algum dia, ela diz querer desenvolver a sua própria linha de cuidados com a pele, chamando a si própria de “acumuladora” de ambos cuidados com a pele e roupas. “Eu também gostaria de criar athleisures [estilo de roupa atleta + lazer, tal como sport chic.] confortáveis. Eu amo o que a Rihanna está fazendo. Eu acho ela incrível e a linha dela é boa. Eu também amo as gêmeas Olsen. Eu tenho sido fã desde os dias de ‘Passaporte para Paris’. É o mesmo tipo de coisa que eu quero fazer—fazer coisas pra mim mesma, e se pessoas gravitarem em direção a isso, brilhante.”
Ela também está preparada pra ser a “esposa” [em inglês, o apelido fica “wifey”], como o Justin a chama, na estrada. “Justin está indo em turnê em 2020, então isso está acontecendo. Eu vou estar com ele e saltar dentro e fora do trabalho quando eu precisar. Eu estou realmente ansiosa sobre experimentar essa nova parte da vida, sendo companheira de alguém. Eu acho que é emocionante e divertido.” Os amigos dela sempre lhe dão um tempo difícil sobre “esposa” ou outras cortesias de casal que ela e Justin talvez façam? “Oh meu deus, é interminável. Nós vamos ficar no celular um com o outro e sermos fofos e irritantes, fazendo voz de bebê e meus amigos vão estar em meu ouvido tipo ‘Uhh eu literalmente quero vomitar. Eu odeio vocês.'” Ela ri. “Eu fui a terceira roda [ser irritante com casais] por um bom tempo com muitos amigos, então eu não me sinto mal.”

 

 

Promovendo seus mais recentes projetos, Justin Bieber foi o convidado especial na edição comemorativa de aniversário do programa The Ellen Degeneres Show. Na entrevista, a apresentadora se demonstra muito feliz com a evolução de Bieber e com o casamento entre o cantor e Hailey – enquanto uma foto de ambos aparece no telão logo atrás. Justin, logo depois, revela que não esperava se casar com a modelo quando eles se conheceram mais novos: ”Mas eu estou feliz que funcionou, porque ela é uma pessoa incrível. Ela é super preciosa. Eu gosto de passar minha vida com ela”. Mais tarde, ele também conta que não estava nervoso ao propor Hailey em casamento por temer receber um não, mas sim por não saber se conseguiria se comprometer a este nível. Confira a entrevista legendada em nosso canal do Youtube:

 

Como contamos anteriormente, Hailey Bieber esteve em Berlim na Alemanha para um vento de honra dos 50 anos da marca Calvin Klein. A loira passou pelas salas da caverna da Musikbrauerei para a celebração, e não era apenas para exibir o seu look monocromático da CK50. Para comemorar a noite ela dançou e ainda concedeu entrevistas, assim como a que verão a seguir para a revista LOVE, na qual compartilhou sua afinidade com a dança e sua liberdade de movimento. Confira a entrevista traduzida na íntegra:

LOVE: Quando você começou a dançar?
HB: Eu comecei a dançar quando eu tinha 5 anos. Era minha vida toda. Eu treinei no balé com por doze anos e parei quando eu tinha 17 anos. Obviamente senti muita falta disso. Quando eu vou assistir balé eu choro porque eu sinto falta de performar, sinto falta de ser parte daquilo. Eu amo a estrutura por trás das dançar e amo a disciplina que vem com o compromisso de fazer isso e apenas ser capaz de me mover, ensaiar e colocar seu sangue, suor e lágrimas em algo. Eu definitivamente olho para trás e sinto falta.

LOVE: Se você fechar seus olhos, o que você sente quando você pensa em seu fim. Como te faz sentir?
HB: A maneira que me sinto quando estou dançando? Tudo depende. Quando eu era dançarina e eu estava aprendendo coreografias e ensaiando, eu me sentia muito forte. Eu acho que ser uma dançarina é uma coisa muito poderosa. Até mesmo agora quando estou apenas brincando e jogando o tempo fora, acho que fico tímida quando estou dançando e as pessoas estão me assistindo e não há coreografia, mas sinto que é realmente libertador e me divirto muito. Eu amo estar em uma festa e dançar.

LOVE: O que te deu confiança para começar a dançar? Quem ou o que aconteceu que fez você pensar “olha, eu posso fazer isso”?
HB: Teve muitas vezes quando eu era mais jovem que eu pensava que queria sair, e fiz isso algumas vezes porque eu pensei “é demais”, “não consigo fazer isso” ou “não sou boa o suficiente”. Mas acho que é sobre se destacar em algo e assistir a si mesma melhorar e estar comprometida em melhorar. A dança é uma habilidade que você desenvolve na medida em que você faz, então quando mais você faz isso, mais você melhora. Eu aperfeiçoava as técnicas e continuava praticando. Eu era muito, muito competitiva. Se eu não entendia algo direito eu estava lá praticando depois da aula ou após o término do ensaio, apenas fazendo tudo e qualquer coisa para seguir em frente.

LOVE: Dançar é tanto sobre perder o controle e estar em controle. Qual desses é para você e por quê?
HB: O que é engraçado no balé é que você é muito controlada. São muitas técnicas, mas você tem que fazer parecer fluido, elegante e bonito, mas exige muito controle. Outras partes da dança é sobre deixar seu corpo perder o controle e deixá-lo fazer o que quer, então acho que são os dois.

LOVE: Qual é a dança que você nunca irá esquecer e por quê?
HB: Eu performei Os Quebra Nozes muitas, e muitas vezes por 8 anos e provavelmente eu ainda poderia fazer a dança da Fada Açucarada- eu lembro daquela de cor. Acho que irei sempre lembrar aquela por causa da música. [Canta a introdução]. Tem aquela coisa de Natal. Eu lembro até hoje e performei quando tinha 15/16 anos.

LOVE: Quem música sempre faz você dançar?
HB: Há tantas. Eu amo Rap. Existem diferentes tipos de dança para músicas diferentes. As músicas de Rap me fazem querer levantar. Eu amo Tame Impala, eles me fazem extravasar, não sei se isso faz sentido, como a vibe e ser livre. Eu poderia encontrar uma maneira de dançar para qualquer coisa.

LOVE: Tame Impala é uma ótima banda.
HB: [Rindo] É um ótimo “e aí” para Tame Impala!

LOVE: Que lugar mais inesperado você já dançou?
HB: Eu filmei algo uma vez para um trabalho, eu tinha que dançar ao redor de um grande prédio, que parecia um prédio do governo que era como uma casa, mas não era. Era tipo um palácio. Não sei se consigo explicar, mas foi legal!

LOVE: Qual é sua primeira memória de todas das dança?
HB: Cara, eu comecei quando eu era tão nova. Definitivamente lembro de quando foi a primeira vez que performei, quando eu tinha 8 anos. Era como uma dança em que estávamos segurando fãs.

Antes mesmo de lançar a coleção Roxy x Sister, que tem como data de lançamento 17 de Julho fotografada por Joe Termini, Hailey Bieber e Kelia Moniz concederam uma uma breve entrevista que conta um pouco mais do sucesso com os trajes de banho para marca Roxy e sua nova coleção. Confira a entrevista completa e traduzida:

Roxy juntou novamente as melhores amigas Hailey Bieber e Kelia Moniz para uma segunda coleção Roxy Sisters. Moniz é uma super surfista profissional, que carrega dois títulos mundiais. Já Hailey é uma modelo, por esse motivo essa nova coleção é uma junção da paixão de cada uma.

“Eu amo essa oportunidade de poder trabalhar com uma das minhas melhores amigas, é sempre tão divertido”, comenta Bieber.
“Essa segunda coleção está cheia de peças maravilhosas, e eu estou tão feliz de ter feito parte do processo criativo junto com a família Roxy”.

A primeira coleção Roxy Sister foi lançada em março, já essa segunda leva, que leva tons de branco, azul e coral deve chegar nas lojas a partir de 17 de julho com preços abaixo de $100. Não há necessidade de possuir uma prancha ou até mesmo saber nadar, para usar essa coleção. São peças mais maduras incluindo blazers, moletons sofisticados com tons mais clássicos.

“A primeira coleção tinha mais tons de rosa, um estilo mais Roxy girl, essa nova coleção tem um estilo mais moderno”– diz Moniz. “Mais maduro”. Nós super podemos imaginar Hailey usando algum maiô ou body, ou usando algum moletom mais largo com alguma bota super chique.

Enquanto as novas peças podem ser incorporados no estilo mais ‘street style’, os maiôs foram criados pensando nos atletas.“Você pode surfar em qualquer um deles e eu realmente queria ter certeza que nós conseguiríamos chegar nesse ponto, porquê mesmo que a Hailey não seja uma atleta, eu sou”. Moniz explica: “Eu queria manter a autenticidade por que nós somos uma marca que pratica surfe. Na minha opinião você consegue surfar facilmente em qualquer peça, e depois arrasar com os looks na praia sem se preocupar com as marcas do bronzeado.” 

Esteja você querendo testar um estilo novo ou querendo surfar com mais estilo. Essa coleção se encaixa em todas as alternativas.